sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Então, que seja doce

"Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias, bem assim: que seja doce. Quando há sol, e esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo, repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante.
Mas, se alguém me perguntasse o que deverá ser doce, talvez não saiba responder. Tudo é tão vago como se não fosse nada." 
Caio Fernando Abreu

Algumas verdades devem ser ditas como se fossem labaredas de fogo: rápidas e com um poder de destruição avassaladoras.
Nunca ninguém me perguntou se eu aceitava gostar de escrever, eu simplesmente gosto, e isso faz com que eu amanheça todos os dias com uma imensurável vontade de viver, está em mim, faz parte de mim, sou eu na forma mais literária da vida. 
Se eu aceito gostar? Sim, mas só por que tudo que chega em minha vida sempre é recebido de braços abertos, pode me destruir, me fazer sofrer, mas mesmo assim  se ajusta a mim ficando cada vez maior, mesmo algumas vezes isso estando distante no espaço físico, e outras no espaço mental.
Afinal, tudo é tão infinito, e minha alma é ainda mais...
A escrita é apenas uma forma da minha vida que todos podem conhecer, já que eu mesma me fecho para o que me rodeia.



2 comentários:

  1. Nossa que bacana isso, você é tão criativa, adorei aqui!

    Beijos

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  2. Isso me lembra a poesia "Sentido" de Lucas Alves.

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Nunca sabemos de tudo.

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