domingo, 16 de maio de 2010

Zumbidos na escuridão

Partidas tristes são tão pesadas quanto ferro, beijos vazios são tão tristes quanto partidas, diamantes não brilham tanto na escuridão, e o véu da noite transforma poças de água em armadilhas de morte.
Marcas não são deixadas só em notas, pesadelos não acontecem só em filmes de terror, cicatrizes nunca somem, não se forem na alma.
Bandidos vivem soltos muros não impedem ninguém de matar, um coração se parte em algum lugar.
Agulhas aguçam a insensatez, linhas se partem, um trem cai.
Noção não faz mais parte do cotidiano, mau educação machuca pessoas que vivem de plantão.
Labaredas não é mais sinônimo de conforto, o fogo não é mais uma metáfora só de amantes, não é hoje, nem nunca foi.
Zumbidos não são ouvidos, a morte ri de quem acha que sabe o que é viver e matar agora é a nova onda de quem acha que é feliz.
O amor foi deixado pra trás, mas ainda acredito que ele possa mudar quem se envolve, e quem demonstra que é capaz.
Flores cheiram o perfume, pois não consigo mais cheira-las, o sol se põe atrás das árvores, e eu vou junto, só pra dizer, que eu tenho verdadeiramente o que fazer.

2 comentários:

  1. Adorei a velocidade das palavra. Senti o coração na garganta.
    :D

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Nunca sabemos de tudo.

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